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Um ano depois, Hélder Rodrigues voltou a marcar presença no pódio do “Dakar”, repetindo o 3.º lugar na sequência de brilhante desempenho. Nos automóveis, Carlos Sousa e Ricardo Leal dos Santos concluíram a prova nas honrosas 7ª e 8ª posições. Helder Rodrigues terminou o Dakar em terceiro lugar, a 1h11m17s do vencedor Cyril Despres, e com uma diferença de 17m57s para o segundo classificado Marc Coma. A vantagem para o 4º classificado, Jordi Viladoms foi de 29m39s, após ter vencido duas etapas desta dura prova.
A chegada a Lima, Hélder Rodrigues (melhor piloto Yamaha) fez um balanço bastante positivo da sua participação: “Terminar um Dakar é excelente, subir ao pódio é extraordinário. Terminaram à minha frente dois grandes pilotos. Eu tive a infelicidade de perder 20 minutos na quarta etapa e outros 20 dois dias depois o que tornou quase impossível conseguir melhor que o 3º lugar, como eu tanto ambicionava. Tenho uma excelente moto, mas necessito de um maior apoio financeiro, para poder ter uma estrutura que me permita lutar pela vitória."
Ruben Faria (KTM) concluiu a prova no 12.º lugar, resultado deveras positivo para um piloto cuja táctica foi sempre condicionada pelas necessidades do seu chefe-de-fila, Despres, e também pelos 40 minutos de penalização de que foi vítima. “Foi um fantástico resultado para a equipa," afirmou o Algarvio. "Depois de todos os azares que tive durante a prova, rodei tranquilamente nas últimas etapas, até porque o meu objectivo principal era outro (n.d.r.: o de ajudar Despres a chegar à vitória), e nesse aspecto o resultado final não poderia ter sido melhor, já que alcançamos a vitória final.”
Paulo Gonçalves (Husqvarna) voltou a terminar a maratona, mas com um travo amargo face ao resultado. O piloto de Esposende esteve em grande destaque, fechando a primeira semana de prova num expressivo 4.º lugar, mas devido ao controverso protesto formulado por um adversário, recebeu 6 horas de penalização por alegada ajuda externa na oitava etapa, a qual o relegou para lugares secundários na tabela, vindo a classificar-se na 26ª posição final.
Pedro Bianchi Prata terminou a prova no 42.º lugar. Para o Portuense, pela quinta vez presente na meta da grande maratona… "Chegou ao fim mais um Dakar, a missão foi cumprida, mas os objectivos não," confessou Bianchi. "Mas o Dakar é mesmo assim, tudo pode acontecer. Foi uma Dakar duro, e quem chegou ao fim foi bem merecido. A equipa trabalhou muito bem e sem eles nada disto era possível."
Nos AUTOMÓVEIS o pódio final também falou Português, graças à ‘dobradinha’ alcançada pelos Mini apoiados pela Delta Q, mas é da presença dos pilotos Nacionais que abaixo se apresentam as notas finais da prova.
Carlos Sousa concluiu esta sua 13ª participação num excelente sétimo lugar da geral. De resto, e superando as melhores expectativas na estreia com a sua nova equipa e a o volante de um SUV Haval, ofereceu à Great Wall a melhor classificação de sempre de um construtor Chinês na prova.
“Face à juventude deste projeto e às várias condicionantes que envolviam esta participação – como estar parado desde Abril e ter testado o carro apenas três dias, em Marrocos –, é evidente que só posso estar muito satisfeito com este resultado. Tivemos alguns percalços, especialmente nas duas primeiras etapas no Peru, onde acumulámos uma série de problemas e um atraso superior a duas horas. Costumo dizer que no Dakar é habitual ter-se um dia mau… Só que desta vez tivemos dois consecutivos! Passámos por situações algo insólitas neste Dakar, mas que ajudam a reforçar ainda mais o mérito deste resultado. Em todo o caso, acho que evidenciámos o enorme potencial que este projeto pode vir a ter no futuro caso a equipa decida investir um pouco mais na preparação do próximo Dakar e na resolução de alguns problemas de base do próprio carro. Mas esta é uma decisão que caberá sobretudo à marca”, revelou Carlos Sousa, antes de se reunir com o vice-presidente da Great Wall Motors para discutir o futuro e uma eventual renovação do seu contrato.
“Independentemente do que possa reservar o futuro, sinto que já contribuí para que o desporto mundial ganhasse mais um construtor interessado em investir no automobilismo e em se promover internacionalmente através do Dakar”, concluiu o piloto de Almada.
Também a dupla Ricardo Leal dos Santos / Paulo Fiúza, aos comandos de um Mini All4 Racing, terminou a sua participação no Dakar Argentina Chile Peru 2012, com uma exibição de grande nível.
“A nossa adaptação ao Mini All4 Racing foi-se consolidando durante o rali e na última etapa, para a qual partimos mais aliviados de peso, conseguimos, finalmente, ter uma palavra a dizer, ao terminarmos em segundo da classificação. Este foi até à data o nosso melhor resultado de sempre numa etapa", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Lima.
Para Ricardo Leal dos Santos e Paulo Fiúza o 8º lugar vai sempre saber a pouco, após as 2h30m que perdeu a 500m da linha de chegada, na 3ª etapa. Sem esse percalço, a equipa poderia ter terminado a corrida duas posições mais à frente.
O Dakar 2012 terminou mas, os pilotos Nacionais já pensam na próxima edição!
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